Cancer de Mama

O QUE É?

O câncer de mama ocorre quando um grupo de células da mama, normalmente nas glândulas ou nos ductos de leite, começa a se reproduzir de maneira desordenada, invadindo o tecido normal e podendo, com o passar do tempo atingir a circulação linfática e sanguínea, disseminando-se para órgãos distantes.

EPIDEMIOLOGIA

O câncer de mama é o tipo mais comum de câncer entre as mulheres. Estima-se que o número de casos diagnosticados anualmente no Brasil chegue a 50 mil. Raramente atinge mulheres antes dos 35 anos, e sua incidência aumenta progressivamente após esta idade. O câncer de mama é uma doença cada vez mais freqüente, e atinge aproximadamente uma em cada dez mulheres durante a vida nos países desenvolvidos. Este aumento em sua incidência está relacionado ao modo de vida “moderno” (primeira menstruação precoce, menopausa tardia, primeiro filho após os 30 anos) e hábitos como consumo freqüente de álcool, além de fatores hereditários.

DIAGNÓSTICO

As chances de cura do câncer de mama estão intimamente ligadas ao diagnóstico precoce da doença. Os exames de rotina (mamografia, exame clínico, ultra-som) são fundamentais para a detecção do tumor em estágio inicial. Nódulos suspeitos tem indicação de biópsia para confirmação da doença.

TRATAMENTO

Diversas modalidades de tratamento são combinadas em busca do melhor resultado possível. A cirurgia pode ser conservadora (quando há possibilidade de retirar apenas um setor da mama) ou radical (retirada de toda a mama). Em alguns casos, a quimioterapia pode ser realizada antes da operação para diminuir o tumor, podendo transformar pacientes que necessitariam de cirurgia radical em candidatas à conservação da mama. Após a cirurgia, diversos fatores são analisados e o tratamento pós operatório é escolhido individualmente. Quimioterapia e Hormonioterapia são tratamentos que visam atingir as células do câncer em qualquer localização do corpo, e a Radioterapia é um tratamento localizado que visa reduzir as chances da doença retornar na região da mama. Tais tratamentos costumam freqüentemente ser combinados, mas não são obrigatórios para todas as pacientes. O Oncologista é o responsável pela indicação ou não da Quimioterapia e Hormonioterapia e o Radioterapeuta é o responsável pela indicação da Radioterapia.

RADIOTERAPIA

Avanços tecnológicos permitiram tornar a radioterapia para o câncer de mama um tratamento seguro, que costuma ser bem tolerado na maioria dos pacientes. A radiação é emitida por um aparelho denominado acelerador linear e atinge a parede torácica de forma tangente, passando “de raspão” pela área que precisa ser tratada sem atingir grandes volumes do pulmão ou coração. O tratamento acontece diariamente, de segunda a sexta-feira, por cinco a seis semanas e as aplicações duram em torno de 10 minutos. A pele na região tratada pode apresentar uma reação semelhante a que ocorre após a exposição ao sol, mas em boa parte das pacientes ela é leve e não incomoda. O radioterapeuta acompanha regularmente todos os pacientes, e pode receitar cremes caso sejam necessários. Com equipamentos modernos as chances de efeitos colaterais a longo prazo são muito pequenas pois os limites de dose de radiação nos tecidos sadios são respeitados com grande precisão. Nenhum tipo de preparo ou restrição às atividades normais é necessário.

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